domingo, setembro 09, 2007

A feliz nostalgia da Bic


Tudo começou quando eu tava tentando encontrar uma foto pra ilustrar este post. Eu queria uma foto de casal que não fosse clichê. Mas casais geralmente são clichês, mesmo quando fogem do convencional.

O Henrique sempre reclama que as minhas histórias são sarcásticas e a maioria delas fala de um amor quase anti-amor. Outras tantas falam de saudade. Numa das histórias que contei sobre minha avó, eu disse que era dela quem eu sentia mais saudades. Depois que ela morreu, percebi que hoje eu consigo lembrar dela mais feliz do que quando ela estava presa naquele corpo inerte e sem memória.

No meio desta nostalgia toda, encontrei muitas vezes essas duas palavras: amor e saudade.
Eu já amei alguém que me dava saudade todos os dias. Ele estava do outro lado do mundo. Quando o amor acabou (ou quase isso) eu comecei a sentir saudades de ter pra quem contar as coisas banais do meu dia. "Estranho é o amor quando já não está". O amor não existia mais quando a saudade virou um costume. Porém, o Henrique e a Raquel vivem sentindo uma saudade que une mais ainda eles dois.

"A diferença entre o remédio e o veneno é a dose." Talvez seja isso. Saudade bem medida é um tempero saudável.

Hoje eu estava pensando do que eu provavelmente vou sentir saudades daqui a algum tempo. Acho que de quase tudo. Dos meus amores impossíveis até as minhas paixões mais reais. Dos meus amigos, de tomar café na cantina com o Leo e o Joseph, de dar risada até a barriga doer com a Camila e a Hellen. Da franjinha e das dancinhas da Ci e da Bia, dos cabelos cacheados e os conselhos sensatos da Ana. Das minhas frenéticas Amanda, Lari e Tali. Do sorriso do John. Da minha designer favorita Gabi. Da risada da Isa. Do humor inteligente do Urso. O mau-humor do Cello. Do colo da minha dinda Cal. Dos meus fanfas.

Dos gostos, das músicas, das noites de rock, dos porres, das tardes na biblioteca da Unicenp, das coisas engraçadas que a minha mãe faz, dos conselhos do meu pai, dos olhos azuis da Vó Zayde e de tudo o que ela é na minha vida. Do meu irmão Henrique (e este me dá saudade o tempo todo)
Vou sentir saudades de todas as pessoas que eu tenho neste momento, todas as coisas, tudo o que eu sempre vivo tão intensa e impulsivamente.

É, aniversário chegando causa essas nostalgias mesmo. Mas eu posso terminar meu texto de hoje do jeito que o Henrique mais gosta: e a Bic foi feliz pra sempre até o último momento deste "pra sempre".

10 comentários:

amanda disse...

luv.

rikones disse...

saudade mata

Paki disse...

A amiga que lindaa
mais pra que sentir saudades, sem necessidade.. é mais facil ligar a cobrar neh??

te amoo

lindo texto

Talles disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Talles disse...

e a saudade do garoto autista da banda de um só?
a saudade de perceber q quando a conversa acabou eram 8 da manhã!

aaaooooooo saudade do Mato Grosso!

mas a cabeça foi feita em cima do coração,
para que o sentimento não ultrapasse a razão.

Hein, rique disse...

saudade é um sentimento português..

=]

adorei!

raquel humphreys disse...

texto lindo Bic.
adorei a citação que fez de mim e do henrique.
a saudade doi, mas quando ela acaba o sentimento é melhor do que se ela não tivesse existido.

beijo Bic

Victor Meira disse...

A coisa da qual sinto mais saudade é de estar sozinho, lá fora.

Quando eu tava lá, minha maior saudade era da minha casa, da minha família, e da minha chuchuzinha.

A saudade é a mera insatisfação. É brigar com o presente por sonhar com o passado.

Eu gosto do texto bic, mas prefiro os mais cáusticos. Eles são doces e duros. São reais, e não chá com açucar mascavo.

Artur Guarnieri disse...

a saudade um dia me mata.

Isabela disse...

voce é linda, eu te amo e sempre terás meu sorriso.
:D